Calvície Feminina: saiba por que ela existe e os tratamentos

Atualizado: 17 de Set de 2018


A alopecia androgenética, também conhecida como calvície, afeta ambos os sexos, com mais de 50% dos homens apresentando algum grau de calvície acima dos 50 anos. As estimativas em relação às mulheres são variadas e o pico de incidência ocorre após os 50 anos, com cerca de 30% de acontecimento por volta dos 70 anos. No sexo masculino o processo é andrógeno dependente; nas mulheres, entretanto, a interferência hormonal é incerta. O padrão feminino costuma apresentar-se entre a terceira e a quarta décadas de vida, apresentando piora após a menopausa e é caracterizado por afinamento difuso dos cabelos, poupando a linha de implantação frontal (testa). Ao contrário da calvície masculina, a calvície em mulheres costuma ser mais difusa e de progressão lenta, sem as falhas que podemos observar nos homens.

Na primeira fase, pode haver queda de cabelos seguida de redução da quantidade de fios no couro cabeludo. 88% das mulheres com calvície referem efeitos negativos em sua vida, decorrentes da queda dos cabelos. 75% apresentam baixa autoestima e 50% problemas sociais. A tricoscopia é um exame com o objetivo de estudar o couro cabeludo e a haste capilar, aumentando de 20 a 70 vezes, permitindo, assim, o estudo microscópico do couro cabeludo, com e sem luz polarizada e ajuda a determinar os locais de comprometimento capilar e qual sua intensidade, possibilitando um diagnóstico mais preciso da paciente. A queda de cabelos feminina pode ser tratada de várias maneiras, tanto com medicamentos tópicos quantos orais. O importante é fazer uma investigação ampla das possíveis causas, como disfunção hormonal, anemia, carência de vitamina, para fechar o diagnóstico correto.

Tipos de tratamentos: Tratamento da Anemia, com suplementação de ferro oral; Medicações tópicas, no caso de alopecia androgenética; Tratamento de disfunção hormonal, sendo o paciente encaminhado a um endocrinologista, como por exemplo, no caso do hipotireoidismo e síndrome dos ovários policísticos.

Consulte um dermatologista associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia para saber qual tratamento é o mais indicado para o seu caso.


Dra. Gabriela Adames

Dermatologista